jul072011

Apesar das dificuldades, Não Desista

Grupo de Oração Acreditando na Família
Data: 05 de Julho de 2011
Tema: “Apesar das dificuldades, Não Desista

Pregador:
Diácono Alexandre Martins

No Grupo de Oração Acreditando na Família de 05 de Julho de 2011, o Diacono Alexandre nos fala que apesar das dificuldades de ser Catôlico nós não podemos desistir.

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Diácono Alexandre Martins
Comunidade Família de Nazaré

 

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fev022011

Porque a Igreja não aceita o homossexualismo.

Síntese de Palestra proferida pelo Prof.Ricardino Lassadier na Universidade da Amazônia

Filosofia, religião e sexualidade:Uma reflexão em sentido filosófico-teológico 

Professor Ricardino Lassadier* 

Inicialmente gostaria de agradecer o convite e, ao mesmo tempo, enaltecer o espírito democrático que os motiva, já que estão dispostos a ouvir alguém que vai falar o contrário do que está sendo dito até aqui. Com todo respeito, mas com franquesa gostaria de esclarecer que nossa fala se dará na “contra-mão” da homo-afetividade, nossa palestra é a manifestação de uma concepção inteiramente discordante, porém, não preconceituosa. Aliás este é o primeiro ponto que necessita de esclarecimento e servirá como partida para nossa conversa. Mas antes de definirmos o preconceito, cabe uma sucinta consideração: Pretendemos evidenciar os princípios (filosóficos e teológicos) que não torna possível o apoio da Igreja Católica e do Cristianismo como um todo ao que se refere a homo-afetividade.     

Preconceito: Uma breve consideração filosófica 

Esta é uma das palavras mais usadas em nossos dias. Normalmente esta palavra é empregada para expressar discordância acerca de e algo. Dizendo de outro modo, no senso comum denomina-se “preconceito” como sendo qualquer pensamento ou ideia divergente. Mas será mesmo assim? Será que todos sabemos o que é realmente preconceito? Será que pelo simples fato de uma pessoa discordar de outra constitui preconceito? Na contemporaneidade é ideia mais ou menos comum a concepção de que a religião é área fértil de preconceitos, particularmente ao que se refere à sexualidade. Será mesmo? Vamos inicialmente procurar identificar alguma características do “preconceito” e depois buscar estabelecer uma definição. 

O “preconceito” caracteriza-se por ser uma categoria de comportamento e de pensamento que nasce da vida cotidiana social. O “preconceito” é um juízo cotidiano que brota da vida social e constitui-se como uma ultrageneralização  esterotipada, em outras palavras, os juízos “refutados pela ciência e por experiência cuidadosamente analisada, mas que se conservam inabalados contra todos os argumentos da razão, são preconceitos” (HELLER, 1972, p.47). Desse modo o preconceito é muito mais problemático do que uma divergência, uma discordância seja teórica ou comportamental, pois está enraizado no emocional-irracional e em última instancia objetiva a eliminação física do outro. Assim, há de se considerar que os preconceitos manifestam-se no âmbito pragmático. Dois exemplos podem ser citados de comportamentos e pensamentos preconceituosos: A associação que a mídia faz entre a vida celibatária e a pedofilia. A associação entre homossexualismo e pedofilia. Iniciemos por este último. Não é verdade que a pessoa com tendência ou prática homossexual seja necessariamente pedófila. O que caracteriza a pedofilia não é a relação com a pessoa do mesmo sexo e sim a relação de um adulto com uma criança, de modo que existem pedófilos homossexuais e pedófilos heterossexuais. Também não é verdade que a causa da pedofilia seja a opção por uma vida celibatária. Se assim fosse não haveria casos de pedofilia no âmbito familiar, aliás, sabe-se que a absoluta maioria dos casos de pedofilia acontece por parte de parentes (pais, tios, etc.).  Ao mesmo tempo, associar a causa da pedofilia ao celibato é afirmar que todas as pessoas que não mantiverem relações sexuais regularmente são pedófilas, ou seja, todos seriam potencialmente pedófilos. 

Religião

É muito difundida na contemporaneidade a ideia de que a religião, ao tratar da questão da sexualidade, é recheada de preconceitos. Notemos que tal ideia, em si já pode constituir preconceito, visto que parte de um princípio ultrageneralizante e esterotipado. 

Há de se considerar que todo agrupamento humano que mereça a denominação de comunidade ou de sociedade tem seus princípios, seus valores. E que invariavelmente diverge de princípios e valores de outros agrupamentos. Tal divergência não pode ser cunhada de preconceito. O homem contemporâneo orgulha-se em se dizer democrático, nossas nações têm orgulho de se dizerem democráticas. Porém, não devemos esquecer que, como diz Jean Lacroix (1968, p. 101) “o homem democrático reconhece-se, antes de tudo pela sua atitude de homem livre. Um país democrático é um país onde nos sentimos calmos, onde o ar social é mais leve, onde cada qual diga-se o que disser, sente a alegria de viver”. Isso posto, vejamos qual a visão da religião acerca da sexualidade. 

A religião (aqui refiro-me à minha religião, ao Cristianismo de modo geral e ao Catolicismo de modo particular), tem como referência uma concepção antropológica de cunho filosófico e teológico. Iniciemos com a filosofia, a partir do conceito de Pessoa. 

 O sentido filosófico: A Pessoa humana e a sexualidade. 

Pessoa, significa o homem em sua totalidade (pluridimensionalidade) existencial (biológica, psíquica, moral, social, espiritual). A noção de pessoa foi semeada na história do pensamento universal pelo Cristianismo que, além da pluridimensionalidade humana, entende pessoa “como ser subsistente, consciente, livre e responsável” (SGRECCIA, 2002, p. 123). O homem é pessoa desde o momento de sua concepção, desde o momento em que tem vida de modo que a pessoalidade é algo constituinte da essência humana, não é um aspecto acessório acidental. Existir como pessoa, segundo Emmanuel Mounier (1976, p.20) “É a mais alta forma de existência, ou que toda a evolução da natureza anterior ao homem convergem no momento criador em que surge este acabamento do universo. Diremos que a realidade central do universo consiste num movimento de personalização…”

O universo, toda a criação em certo sentido, se faz presente na pessoa humana! Quando a pessoa humana pensa, questiona-se e busca entender todo o mundo criado, é o próprio universo, é a própria criação procurando compreender-se através da pessoa humana, por isso todo o universo criado converge para o homem. Ou, como nos explica Elio Sgreccia (2002, p.129): “Em termos filosóficos, isso quer dizer que na carne e nos ossos humanos há uma alma que é um espírito e que vale mais que o universo todo”. Ser capaz identificar o homem como pessoa implica em reconhecer e afirmar o sentido ontológico do homem, da identidade humana que está para além e independe de qualquer categoria ou qualificação social, política, econômica ou qualquer outra. Nesse sentido, o valor de uma pessoa, sua dignidade não é sujeita a bens, cargos, etc. Todas as pessoas e cada pessoa vale pelo que é por ser pessoa, por existir “na sua não objetivação, inviolabilidade, liberdade, criatividade e responsabilidade; de pessoa encarnada em um corpo, situada na história e constitutivamente comunitária” (REALE e ANTISERI, 2006, p. 399). 

Na pessoa humana, a sexualidade, é reconhecida como uma dimensão que abrange toda sua integralidade, assim da perspectiva filosófica personalista: “Ser sexuado é, então, para o homem e para a mulher um dado original, pois a experiência pessoal não pode deixar de passar desde sua origem – isto é, fecundação – através da masculinidade ou da feminilidade” (SGRECCIA, 2002, p. 304). Isso significa que em sentido filosófico a pessoa humana em sua originalidade sexuada é masculino e feminino, portanto é uma unidade (pessoa humana) dual (necessariamente de diferentes). Destarte, na esfera filosófica aqui apresentada a dimensão que constitui a sexualidade humana em seu sentido original passa tão somente, exclusivamente pelo reconhecimento da comunhão de diferentes, isto é, masculino e feminino. 

Outro ponto que merece destaque é o seguinte: sendo a sexualidade uma dimensão da pessoa humana, subtende-se que ela esta inseria em uma realidade maior que é a afetividade. Denomina-se afetividade a capacidade da pessoa amar e também ser amada. Assim sendo a sexualidade é expressão da afetividade (da capacidade de amar e de ser amado). Dom Alberto Taveira em uma entrevista publicada em “O Liberal” (02/05/2010) explica: “Dentro desse quadro afetividade, existe um quadro chamado sexualidade. Ela se manifesta não só fisicamente em todo o sentido. Então a pessoa é homem ou mulher, os dois gêneros. Dentro da sexualidade, então menor do que a sexualidade, é a genitalidade, a capacidade generativa, que existe em todos os seres humanos”.      

O sentido teológico: Pessoa humana (masculino e feminino): imagem de Deus.   

Textos indispensáveis para tratar sobre o tema que estamos refletindo são as duas narrativas da criação do homem no livro do Genesis. Tais textos serão nossas referências. 

A primeira narrativa é a seguinte: “Deus disse: ‘Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que ele domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra’. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra, submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra” (Gn 1, 26-28). 

De acordo com a primeira narrativa a criação do homem está inserida no ciclo dos sete dias da criação, isso significa que a criação do homem esta inserida no cíclo cosmológico. Mas em todo o ciclo criacional somente o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus. Os outros seres foram criados cada um segundo a sua espécie (Gn1, 26-27). De acordo com o Santo Padre João Paulo II, Deus para criar o homem mergulha em si mesmo, ou seja, como não havia mais paradigma algum, o Criador fez de si mesmo modelo para cria a pessoa humana. Assim se expressa o Romano Pontífice: “Antes de criar o homem, o Criador como que reentra em si mesmo para procurar o modelo e a inspiração no mistério de seu Ser, que já aqui se manifesta de algum modo como o ‘Nós divino” (Carta às famílias, 6). 

O homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, que segundo São João é Amor (cf.1Jo 4,16). Deus é ao mesmo tempo Uno e Trino (cf.Mt 3, 16-17). Então, intra-trinitriamente (entre as Pessoas o Pai, o Filho e o Espírito Santo) reina o Amor. Temos um só e essencial Amor no interior da Trindade, entre as Pessoas de Deus que são diferentes. Ora, se o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, então, o homem foi feito por amor e para o amor, no entanto o amor humano pressupõe e requer a diferença entre as pessoas (homem e mulher). A supressão dessa diferença do aspecto teológico obstaculiza a plena realização do amor que implica em comunhão entre diferentes. Ora, a homo-afetividade suprime a diferença, logo não pode refletir, ainda que na contingencialidade do tempo e do espaço a comunhão eterna de Deus.      

Segundo a Escritura “O Senhor Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda (assemelhe)” (Gn 2,18). Essa “correspondência” ou “semelhança” está na comum natureza. Segue a Escritura: “Então, o Senhor Deus fez vir sobre o homem um profundo sono, e ele adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. Depois, da costela tirada do homem, o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem. E o homem exclamou: ‘Esta sim é osso dos meus ossos, é carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque foi tirada do homem!’ Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher e eles serão uma só carne” (Gn 2, 21-24). O Santo Padre João Paulo II (2005, p.69) comenta que esta narrativa “fala primeiro da criação do homem, e só depois da criação da mulher da ‘costela’ do homem, concentra a nossa atenção no fato de o homem ‘estar só’, e isto aparece como um fundamental problema antropológico, anterior, num certo sentido, àquele apresentado pelo fato que tal homem seja masculino e feminino”

A solidão refere-se a questão existencial e de identidade, de consciência de si, isto é, o homem encontra-se só já que não achou nada (ou ninguém) que “lhe seja semelhante” em todo o reino criado, ao mesmo tempo ele ainda não é capaz de se reconhecer. Observemos na narrativa que ele só se reconhece ao olhar para ela, ou seja, o homem só se reconhece como pessoa humana quando vê aquela que é da mesma natureza, no entanto, diferente de si. É a semelhança encontrada e manifestada na diferença corporal que permite a descoberta da identidade. 

Sem encontrar a mulher, o homem continuaria só, e nesse sentido a homo-afetividade representa a solidão que leva à extinção.  Ora, a homo-afetividade não é o encontro com a diferente e sim com o mesmo, logo não possibilita a descoberta da identidade da pessoa humana que é “imagem e semelhança de Deus”. Nesse sentido, a prática homossexual é entendida como grave depravação, contrária à lei natural e intrinsecamente desordenada (cf. CIC, 2357), condenada biblicamente e aos que estão convictos e impetrados em tal prática “não herdarão o Reino dos Céus” (cf.1Cor 6,10;  1Tm 1, 10).     

Fica claro que na perspectiva cristã há impossibilidade – visto que constitui uma contradição essencial – se dizer cristão e militar em favor da homo-afetividade. A Igreja, muito embora sendo radicalmente contra o pecado, jamais rechaça o pecador, ao contrário, deseja sua conversão. Para a Igreja as pessoas com tendência homossexual precisam “ser acolhidas com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que possam encontrar por causa de sua condição” (CIC, 2358). Portanto, talvez o maior desafio não seja a homo-afetividade em si, mas sim a mentalidade subjetivista e relativista que pretende travestir o erro em virtude de modo que, diante da dificuldade ou aparente impossibilidade de solucionar o problema… Opta-se por legalizá-lo. 

*O autor é graduado (Licenciado e Bacharel), em Filosofia (UFPa), Especialista em Filosofia (Epistemologia das Ciências Humanas/ UFPa).Especialista em Teologia (Teologia e Realidade com ênfase em bioética/CESUPA). Professor do IRFP (História da Filosofia Moderna e Contemporânea), Lecionou na Escola Diaconal Santo Efrém da Arquidiocese de Belém (Antropologia Teológica, Escatologia); Leciona na Curso de Teologia (CCFC), as disciplinas Teologia Fundamental, Mariologia e Escatologia. É professor da Rede pública, onde leciona Filosofia. 

-Bibliografia 

- BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulinas, 1985. 

- BÍBLIA SAGRADA, Tradução CNBB. São Paulo: Paulinas, Paulus, Ave-Maria, Salesiana, Loyola; Aparecida-SP: Santuário; Petrópolis-RJ, Vozes, 2001 

- CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 2003. 

-HELLER, Agnes.  O Cotidiano e a História. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972.. 

-LACROIX, Jean.  Crise da Democracia, Crise da Civilização. São Paulo: Moraes Editora, 1968. 

-JOÃO PAULO II. Homem e Mulher O Criou, Catequeses sobre o amor humano. Bauru-SP: EDUSC, 2005. 

- SGRECCIA, Elio. Manual de Bioética (Vol. I): Fundamentos e Ética Biomética. São Paulo: Loyola, 2005. 

-TAVEIRA, Alberto. Entrevista cedida ao Jornal “O Liberal” (02//5/2010). 

-REALI, Giovanni e DARIO, Antiseri. História da Filosofia (Vol. VI): De Nietzsche à Escola de Frankfurt. São Paulo: Paulus, 2006. 

-MOUNIER, Emmanuel. O Personalismo. Lisboa-Portugal: Martins Fontes, 1976.

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nov192010

Nova Vida. Nova Benção!

Queridos amigos que acompanham esses blog.

Dando uma pausa nos posts com as noticias em defesa da vida no Brasil e no mundo, hoje quero com todos, celebrar a vida, comunicando a gestação de meu quarto filho.

Sim. Eu e minha esposa, apesar dos inúmeros gracejos, piadas e preconceitos pelos nossos três filhos, resolvemos pela Graça de Deus, termos mais uma criança e hoje ela está viva e se desenvolvendo no ventro dela.

Estamos muito felizes porque mais do que palavras podemos mostrar ao mundo na prática a nossa confiança na Providência e na certeza de que os filhos são benção para o casal (Sal 126).

É a nossa contribuição para um mundo que tem medo de ter filhos, tem horror a perder o seu padrão de vida, tem o egoísmo como bandeira.

Se a taxa de fecundido do Brasil é de 1,9 por casal, eis que chegamos a 4. Somos uma família acima da média na GRAÇA!

Se depender de nós, daqui a alguns anos, teremos muitos noras, genros e netos aos montes correndo pela casa e alegrando o nosso lar e olhando pra trás lembraremos que fomos corajosos e não ouvimos o mundo mas seguindo a Deus fomos e seremos felizes por termos feito a vontade de DEle.

Deus abençõe e a todos!

Diac. Alexandre Martins

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nov172010

O poder da oração e uma “vitória” da cultura da morte

(a aparente ineficácia da oração nas eleições presidenciais)

 

No dia 4 de outubro de 2010 (portanto, o dia seguinte ao do primeiro turno das eleições), o Diário Oficial da União publicava um “Termo aditivo ao Termo de cooperação n.º 137/2009”, um convênio celebrado entre a União Federal, através do Ministério da Saúde, e a Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro). O objetivo declarado era prorrogar até 04/02/2011 o estudo e a pesquisa destinados a “despenalisar (sic) o aborto no Brasil”[1]. Lembremos que no início de 2009 a Fundação Oswaldo Cruz já havia lançado o filme “O fim do silêncio” produzido com R$ 80 mil fornecidos pelo Ministério da Saúde, um documentário “claramente a favor do aborto”, nas palavras da diretora Thereza Jessouroun[2]. Como se pode ver, a promoção do aborto pelo governo petista não parou nem mesmo em época eleitoral.

No dia 5 de outubro de 2010, durante a Santa Missa das 7 horas, Pe. José Augusto fez na TV Canção Nova uma corajosa pregação advertindo os cristãos sobre o Partido dos Trabalhadores: “os rumos da nação brasileira, estão prestes a mudar, e ela poderá mudar para o pior, para o lado pior, se nesse segundo turno, e eu vou falar com clareza, se o PT ganhar. Estou falando claro. Podem me matar, podem me prender, podem fazer o que quiser. Não tenho advogado nenhum. Podem me processar. Se tiver de ser preso, eu serei. Não tem problema. Mas eu não posso me calar diante de um partido, que está apoiando o aborto, e a Igreja não aprova”[3].

Não foi preciso esperar que o governo ou o PT viessem perseguir Pe. José Augusto. No mesmo dia, a Canção Nova apressou-se em dizer “não conheço esse homem” (Mc 14,71). Wellington Silva Jardim (conhecido como Eto), falando em nome da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema de Comunicação Canção Nova, disse: “não autorizamos o pronunciamento público do sacerdote Padre José Augusto Souza Moreira sobre o Partido dos Trabalhadores, bem como a opinião do mesmo representa tão somente seu pensamento, não sendo em hipótese alguma o pensamento da instituição”[4]. Pergunto: como pode um cristão, sem renegar o seu Batismo, pensar a respeito do PT de maneira diferente daquela como falou Pe. José Augusto?

Naquele mesmo dia, Mons. Jonas Abib pediu, “em nome da Canção Nova, perdão por qualquer excesso”. E ainda: “É preciso ver nos irmãos o que nos une. A Canção Nova não vê cada candidato por suas bandeiras, mas os acolhe como filhos amados de Deus”[5]. Pergunto: É indiferente a bandeira a que um candidato pertença? Posso votar num candidato cujo partido defende explicitamente o aborto?

Ainda no mesmo dia 5 de outubro, Gabriel Chalita, eleito deputado federal graças a seu prestígio junto à Canção Nova, declarava à Folha de São Paulo que iria empenhar-se pessoalmente na defesa de Dilma Rouseff entre os religiosos, desfazendo “boatos” sobre a candidata. Segundo ele, “Dilma nunca disse ser a favor do aborto” (sic)[6]. Ora, isso é uma inverdade gritante! Em 4 de outubro de 2007, ela dizia explicitamente em uma sabatina feita pela Folha de São Paulo: “Eu acho que tem que haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja… a descriminalização”[7]. E pelo simples fato de candidatar-se pelo PT, ela estava (e ainda está) obrigada a acatar uma resolução do 3º Congresso Nacional do PT (agosto/setembro 2007) que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público[8].

Quanto a isso, a Canção Nova silenciou-se. Nenhuma nota foi emitida para dizer que o pronunciamento de Chalita em favor do PT e de Dilma não representava o pensamento da emissora com a ajuda da qual ele se elegeu.

No dia 17 de outubro, a Polícia Federal, cumprindo uma liminar arbitrária do Ministro Henrique Dias (TSE), apreendeu em uma gráfica de São Paulo, a pedido de Dilma, PT e partidos coligados, cerca de dois milhões de exemplares do documento “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, aprovado em 26/08/2010 pela Presidência e Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB[9]. O documento, que expõe fatos sobre a conexão indissolúvel entre o PT e o aborto, já havia subtraído muitos votos a Dilma no primeiro turno. Na impossibilidade de negar os fatos, o PT optou por amordaçar aqueles que os divulgavam.

No dia 20 de outubro, a Mitra Diocesana de Guarulhos, representada pelo Bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que havia encomendado a impressão dos folhetos, protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral um pedido de revogação da liminar. Infelizmente a morosidade da Justiça favoreceu o PT. Somente em 30 de outubro, véspera do segundo turno, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se pela revogação da liminar, com a devolução de todo o material apreendido à Mitra Diocesana de Guarulhos.[10] Argumentou que o material apreendido não constitui propaganda eleitoral, pois não foi elaborado por candidato ou partido político. E ainda: “A manifestação de pensamento sobre o aborto ou qualquer outro tema [...] é assegurada pela ordem constitucional vigente e nada há de ilegal em escrutinar os posicionamentos dos partidos políticos, candidatos, apoiadores, sobre temas polêmicos, apenas porque se trata de período eleitoral”[11].

Ora, já houve o segundo turno das eleições (31 de outubro), Dilma Rousseff venceu com 56,05% dos votos válidos (contra 43,95% de José Serra) e até o dia de hoje o TSE ainda não deu uma decisão definitiva de mérito sobre a apreensão dos exemplares do “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”!

Some-se a isso o comportamento lamentável do bispo de Jales (SP) Dom Demétrio Valentini, que criticou asperamente o documento[12], acusou de manipulação eleitoral os seus irmãos no episcopado[13] e passou a apoiar publicamente Dilma Rousseff assinando um “Manifesto de cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em abundância!”[14] O texto do manifesto nega que Dilma seja favorável ao aborto e ao “casamento” de homossexuais e apresenta a candidata como defensora da vida. Outros Bispos que assinaram o triste manifesto de apoio a Dilma: Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Felix do Araguaia (MT), Dom Luiz Eccel, Bispo de Caçador (SC), Dom Antonio Possamai, bispo emérito de Rondônia, Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana (MA) e Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Viana (MA).

Este último esteve em Roma em 28 de outubro, em visita “ad limina apostolorum” e saudou o Papa Bento XVI em nome dos outros bispos presentes do Regional Nordeste 5 (Maranhão). O Santo Padre acolheu a saudação de Dom Gilles e lembrou aos Bispos o grave dever de emitirem um juízo moral, mesmo em matérias políticas, quando o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas, como é o caso é o caso de projetos políticos que contemplam, “aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto”. “Ao defender a vida – disse o Papa – não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo”[15].

A intervenção do Papa a três dias das eleições não foi capaz, porém, de evitar o escândalo causado por aqueles bispos, a perseguição sofrida por outros, o silêncio e o temor de muitos. O resultado nós o conhecemos.


O que foi feito de nossas orações?

A oração fervorosa do justo tem grande poder. Assim, Elias, que era um homem semelhante a nós, orou com insistência para que não chovesse, e não houve chuva na terra durante três anos e seis meses. Em seguida, tornou a orar e o céu deu a sua chuva e a terra voltou a produzir o seu fruto” (Tg 5,16-18).

A oração tem eficácia garantida: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá” (Mt 7,7-8).

 Se a oração fervorosa é sempre atendida, nem sempre ela o é do modo que imaginamos. “É ele (Cristo) que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte” (Hb 5,7). Aparentemente seu pedido não foi atendido. No entanto, prossegue o texto: “e foi atendido, por causa da sua submissão”. Cristo foi salvo da morte, não deixando de morrer (como seria de se esperar), mas ressuscitando ao terceiro dia e sendo exaltado à direita do Pai.

Do mesmo modo, não devemos pensar que não foram atendidas nossas orações feitas em favor do Brasil nestas eleições. Não houve a derrota da candidata Dilma Rouseff, que tanto esperávamos. Mas “da mão do anjo, a fumaça do incenso com as orações dos santos subiu diante de Deus” (Ap 8,4). Os frutos dessas orações, aparentes ou invisíveis, presentes ou ainda por vir, são certos.

A prisão de Jesus  foi um momento tenebroso. Ele próprio disse aos guardas: “É a vossa hora e o poder das trevas” (Lc 22,53). Mas em pouco tempo as trevas cederiam seu lugar à luz da ressurreição. A vitória do inimigo foi apenas aparente. Da morte de Cristo, brotou a redenção para o mundo.

Como ensina Santo Tomás de Aquino, “pertence à infinita bondade de Deus permitir males para deles tirar o bem”[16]. Aguardemos confiantes o bem que o Senhor pretende tirar desse mal tão grande que pesou sobre o país. Convém que não esmoreçamos nem na oração nem na ação em defesa da vida.

Anápolis, 16 de novembro de 2010.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

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[1] Cf. Diário Oficial da União, n. 190, 4 out. 2010, seção 3, p. 88. in: http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=88&data=04/10/2010

[2] Cf. FILME reacende polêmica em torno do aborto. O Globo. 04 jan. 2009. in: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/01/04/filme-reacende-polemica-em-torno-do-aborto-587883773.asp.

[3] Homilia completa em http://www.youtube.com/watch?v=-9nVdpqMgTc

[4] Wellington Silva Jardim. Nota Oficial da Fundação João Paulo II sobre as eleições 2010, 05 out. 2010, in: http://tv.cancaonova.com/mostramateria.php?id=6434

[5] Monsenhor Jonas Abib. Nota Oficial da Comunidade Canção Nova sobre as eleições 2010, 05 out. 2010, in: http://www.cancaonova.com/portal/canais/tvcn/tv/mostramateria.php?id=6431

[6] Daniela Lima. Chalita ajudará PT a avançar entre religiosos, 05 out. 2010, in: http://www1.folha.uol.com.br/poder/809871-chalita-ajudara-pt-a-avancar-entre-religiosos.shtml

[7]Sabatina Jornal Folha de S. Paulo, 4 out. 2007, in http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io

[8] Resoluções do 3º Congresso do PT, p. 80. in: http://old.pt.org.br/portalpt/images/stories/arquivos/livro%20de%20resolucoes%20final.pdf

[9] http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/carta_presidencia_texto_oficial.pdf

[10] Cf. Vice-PGE é contra apreensão de panfletos da CNBB sobre aborto. 03 nov. 2010, in: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_eleitoral/vice-pge-e-contra-apreensao-de-panfletos-da-cnbb-sobre-aborto.

[11] Íntegra do Parecer in: http://noticias.pgr.mpf.gov.br//noticias/noticias-do-site/copy_of_pdfs/AC%20352620.pdf

[12] Cf. Desmonte de uma falácia. 07 out. 2010, in http://www.diocesedejales.org.br/palavradobispo/palavradobispo_detalhes.asp?id=1275

[13] Cf. Bispos e padres da Regional Sul-1 da CNBB são acusados de crime eleitoral. 05 out. 2010, in: http://www.dgnews.com.br/beta10/f?p=181:4:4706724637659107::NO:4:P4_ID,P4_PALAVRAS:22428,

[14] http://blogdadilma.blog.br/2010/10/manifesto-de-cristaos-e-cristas-evangelicosas-e-catolicosas-em-favor-da-vida-e-da-vida-em-abundancia.html

[15] Visita “ad limina apostolorum” dos Bispos do Regional Nordeste 5 do Brasil, in: http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

[16]Suma Teológica, I, questão 2, artigo 3, resposta à primeira objeção.

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Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
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"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"
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out292010

Pedido de Criança: Não vote nulo

QUE DEUS E OS BONS AJUDEM A LIVRAR O BRASIL DA MALDIÇÃO  DO ABORTO!
CONTRA O ABORTO E TODO O PACOTE DE LEIS QUE ATACAM DIRETAMENTE A FAMÍLIA, É NECESSÁRIO QUE ATÉ AS CRIANÇAS LUTEM!

“POR AMOR AO BRASIL E ÀS CRIANÇAS DA NOSSA PÁTRIA, NÃO VOTE NULO!” Pedido das crianças que gravaram os vídeos.

            PARA ASSISTIR AOS CURTOS VÍDEOS É SÓ CLICAR:

YouTube – O PERIGO DO VOTO NULO!

YouTube – “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”D.BERGONZINE

YouTube – ELEIÇÕES: NÃO MATAR! – DOM MIGUEL ÂNGELO FREITAS RIBEIRO

YouTube – APELO ARDENTE BISPO EMÉRITO DOM MANOEL PESTANA – ANÁPOLIS

YouTube – PT DECLARA GUERRA À IGREJA

YouTube – “DAI A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR…” (Mc 12,17) DOM BERGONZINI

YouTube – PANFLETO “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” NÃO É PROPAGANDA ELEITORAL

 

 

 


MInha gratidão à Sra. Márcia Vaz e a seus filhos, que gravaram os vídeos acima.
 

--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
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out282010

PT DECLARA GUERRA À IGREJA

(http://naomatar.blogspot.com)


O sítio petista “Onda vermelha: PT + 20 anos no poder” declarou guerra explícita à Igreja Católica. O título do artigo postado em 18 de outubro de 2010 é “A Igreja é contra o PT, vamos combatê-la“. Ele faz louvores ao companheiro Hugo Chávez, que controla a Igreja na Venezuela e prossegue dizendo:

O PT já está processando a Diocese de Guarulhos (SP) por conta da tentativa de interferir no processo eleitoral, mandando imprimir panfletos que denigrem nosso partido e nossa candidata. Não podemos permitir esse tipo de abuso, e faremos o combate de todas as maneiras possíveis. Precisamos continuar pressionando o comando do partido, dito moderado, para que continue defendendo os valores que historicamente são bandeiras do PT.

A perseguição religiosa em Guarulhos lembra a dos primeiros cristãos pelo Império Romano. Uma milícia de petistas, por sua própria conta, resolveu intimidar e constranger o dono de uma gráfica pelo simples fato de ter aceitado imprimir o panfleto “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras“, elaborado pela Comissão de Defesa da Vida do Regional Sul 1 e aprovado pela Comissão Regional Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB, com a assinatura de Dom Nelson Westrupp (presidente), Dom Benedito Beni dos Santos (vice-presidente) e Dom Airton José dos Santos (secretário geral). Os militantes abordaram o pobre homem, crivaram-no de perguntas, trataram-no como se fosse um criminoso apanhado em flagrante, pediram-lhe documentos e informações, num ato típico de constrangimento ilegal. A perseguição, que evoca a KGB soviética ou a Gestapo nazista, é exibida com orgulho por um vídeo produzido pela “TV PT”:

THvAV30BQp8?fs=1&hl=pt_BR&rel=0

Os petistas tem razão de temer a publicação do “Apelo”. Ele contém fatos (contra os quais não há argumentos) que comprovam o nexo indissolúvel entre o PT e a causa abortista, assim como a radical incompatibilidade entre esse partido e a causa pró-vida. Na impossibilidade de negar os fatos, resta apelar para a violência. Foi o que que eles fizeram. O panfleto é legítimo, de modo algum é apócrifo (traz a assinatura de três Bispos) e não pode ser classificado como “propaganda eleitoral”. É uma advertência moral aos católicos, feita em um momento eleitoral. Os Bispos não têm culpa pelo fato de o PT estar tão intimamente ligado a um atentado direto à vida inocente. De qualquer forma, a Igreja não pode calar-se diante de quem quer que defenda o aborto, seja o PT, seja outro partido ou candidato. A legitimidade do panfleto e a ordem de prosseguir com sua distribuição é esclarecida e assegurada pelo Bispo de Lorena Dom Benedito Beni dos Santos:

c-FFx5167Z0?fs=1&hl=pt_BR&rel=0

Eis a transcrição de sua belíssima fala:

Sou Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena. Estou gravando esta mensagem no dia 18 de outubro do presente ano.

A Igreja no Brasil há décadas vem lutando em prol da defesa da família e do respeito a seus direitos. A mobilização contra a descriminalização e a legalização do aborto faz parte dessa luta.

A questão do aborto tornou-se tema importante na campanha política em preparação para as eleições deste ano, primeiro e segundo turno.

Além da CNBB nacional, Assembléia e Presidência, os Bispos do Estado de São Paulo chamaram a atenção sobre a importância do tema do aborto como parte da discussão em preparação para as eleições. Na Assembléia Ordinária do Episcopado Paulista, realizada entre os dias 29 e 30 de junho e 1º julho deste ano, aprovaram uma espécie de Dez Mandamentos para VOTAR BEM.

O terceiro mandamento diz o seguinte:

Veja se os candidatos e seus partidos estão comprometidos com o respeito pleno pela vida humana desde a concepção até a morte natural”.

No dia 26 de agosto deste ano, a Comissão Episcopal Representativa do Conselho Episcopal Sul 1 da CNBB (Estado de São Paulo) emitiu uma nota em favor do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1. Eis o teor da nota:

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1”.

Assinam a nota Dom Nelson Westrupp (presidente), Dom Benedito Beni dos Santos (vice-presidente), Dom Airton José dos Santos (secretário geral).

O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, cuja difusão ampla é recomendada pelos Bispos, cita fatos concretos em que o governo brasileiro e o Partido dos Trabalhadores propõem a descriminalização e a legalização do aborto durante todos os nove meses da gravidez. Trata-se do substitutivo do PL 1135/91 apresentado pelo atual governo em 2005 e ainda tramitando no Congresso. O “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” termina deste modo: “RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, [...] deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Portanto, o “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, é um texto legítimo e não falso. Contém fatos e não boatos. É expressão legítima da cidadania democrática.

Os Bispos do Estado de São Paulo, reunidos em Assembléia das Igrejas, neste 16 de outubro, fizeram um alerta com respeito a folhetos que estão sendo distribuídos sem a aprovação da legítima autoridade diocesana. Este não é o caso do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS”, elaborado em vista do primeiro e do segundo turno das eleições. Na Diocese de Lorena estes folhetos continuam sendo distribuídos nas 31 paróquias. Não se trata de interesse partidário ou ideológico, mas da defesa da vida através de instrumentos legítimos da expressão da cidadania e, portanto, de participação na promoção do bem comum da nação. As pessoas que estão divulgando o documento fizeram apenas o que nós, Bispos, lhes pedimos.

As informações do “APELO” são fatos amplamente documentados. Contra fatos, não há argumentos. Os fatos, pois, são a parte mais importante do “APELO”.

A sua divulgação é legítima. Esses fatos devem chegar ao conhecimento do povo e devem continuar a ser divulgados o mais amplamente possível.

Recomendo isso sobretudo à Diocese de Lorena, que presido.

(fim da transcrição)


EIS O PANFLETO QUE ATERRORIZOU O PT

 


PORQUE ESSE FOLHETO NÃO CARACTERIZA PROPAGANDA ELEITORAL

A Resolução 23191 do Tribunal Superior Eleitoral dispõe sobre a propaganda eleitoral e as condutas vedadas em campanha eleitoral. Segundo essa norma, a propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, “mencionará sempre a legenda partidária” (art. 5º). Em se tratando de folhetos, eles devem ser editados “sob a responsabilidade do partido político, da coligação ou do candidato” (art. 13).
Ora, os Bispos não são candidatos nem constituem um partido político. Seriam eles obrigados a guardar silêncio se algum Partido, abusando da pluralidade de opinião, defendesse a confinação de deficientes em campos de concentração, como ocorreu na era nazista? E serão eles obrigados a ficar mudos quando um Partido oficialmente defende a descriminalização do aborto como algo obrigatório a ser acatado pelos seus candidatos?
A defesa da vida é uma questão moral, à qual os Bispos não se podem esquivar. Os católicos devem votar conscientes dos fatos amplamente expostos e documentados no “APELO”. Daí a necessidade da “ampla difusão” desse folheto.
Seria absurdo se a lei obrigasse os Bispos a divulgar tais afirmações apenas sob o patrocínio de um partido, coligação ou candidato. Aí sim, a Igreja se veria constrangida a ficar envolvida diretamente em campanha eleitoral, desnaturando o seu caráter de “católica”, isto é, universal.
Não constituindo propaganda eleitoral, o folheto é de distribuição livre. Não é anônimo (o que é proibido pela Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso IV), mas traz a assinatura de três Bispos.

“BEM-AVENTURADOS SOIS VÓS QUANDO VOS PERSEGUIREM…” (Mt 5,11)

Ao resolver perseguir os Bispos e demais fiéis que distribuem o “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, o PT acabou cometendo o mesmo erro que cometeu Jandhira Feghali nas eleições de 2006. Naquela época, a candidata comunista (PC do B) ao Senado já se imaginava eleita e planejando o que faria como senadora. Apavorada com a distribuição de um folheto que informava sua atuação pró-aborto, ela recorreu ao TRE-RJ e acusou a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele obteve que fiscais, no dia 21/09/2006, cumprindo um mandado de busca e apreensão, invadissem a Mitra Diocesana, inclusive o gabinete do Cardeal Dom Eusébio Scheid, em busca dos supostos panfletos. Nada foi encontrado, uma vez que a Arquidiocese não era autora da publicação. No dia 25/09/2006, o Cardeal recebeu uma intimação para guardar silêncio sobre qualquer “referência político-ideológica”. Essa liminar foi cassada no mesmo dia pelo colegiado do TRE. No dia 1º/10/2006, contrariando o que previam as pesquisas, Jandira obteve apenas 37,54% dos votos válidos e perdeu para seu adversário Francisco Dornelles (PP/RJ), que ficou com 45,86% dos votos válidos.

 A perseguição sempre foi fonte de bênçãos para os cristãos. No presente momento, não se deve temer “os que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (Mt 10,28). Quanto mais o PT perseguir a Igreja, mais contribuirá para o mérito dos cristãos. Ele estará assim forjando sua própria derrota.
Convém que a perseguição ocorra – como já está ocorrendo – agora, ou seja, antes do dia 31 de outubro. Ela serve para dar ao povo uma pequena amostra do totalitarismo que se pretende instalar no país com a vitória de Dilma.
Nossa principal arma, porém, continua sendo a oração confiante e perseverante. Se permanecermos fiéis na recitação diária do Terço da Misericórdia às três horas da tarde e na recitação de um Rosário completo a cada dia, tudo o mais virá por acréscimo.
Uma mulher deve vencer esta eleição. Seu nome é Maria.

--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
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out282010

Bento XVI defende ação política da Igreja contra o aborto

O pronunciamento do Papa foi feito nesta manhã aos integrantes da regional do Maranhão (Regional Nordeste 5) da CNBB, que fazem visita oficial ao Vaticano nesta semana. De acordo com a regra da Igreja Católica, todos os bispos precisam se reunir com o Papa a cada cinco anos.

O discurso do Papa afirma que, em princípio, o dever de construir uma sociedade mais justa por meio da política não cabe aos sacerdotes. No entanto, diz que há temas em que os bispos e os padres podem e devem se posicionar politicamente. É o caso da defesa da vida, por exemplo.

Para ilustrar seu ponto de vista, Bento XVI usou um trecho de um dos principais documentos do Concílio Vaticano II, de 1963 – a constituição apostólica Gaudium et Spes, que fala sobre a Igreja no mundo atual. De acordo com o texto, a Igreja, “em razão da sua missão e competência, de modo algum se confunde com a sociedade nem está ligada a qualquer sistema político determinado”. Porém, deve ter direito a sempre “pronunciar o seu juízo moral mesmo acerca das realidades políticas, sempre que os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem”.

O texto do Papa afirma, sem citar nomes ou partidos, que projetos políticos que pregam a descriminalização do aborto ou da eutanásia traem o ideal democrático. E diz que seria ilusório afirmar que essas práticas seriam validadas em função de qualquer defesa de direitos humanos – em contraposição à tese de que o aborto é um direito da mulher decidir sobre seu próprio corpo.

Bento XVI também reforçou a defesa da educação religiosa e do ensino confessional e plural da religião na escola pública brasileira – algo que é combatido por uma linha política que diz que o Estado deve ser laico (sem religião). Novamente, o texto cita um documento da Igreja: neste caso, a encíclica Caritas in Veritate, do próprio Bento XVI. “A religião cristã e as outras religiões só podem dar o seu contributo para o desenvolvimento, se Deus encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política”, diz um trecho da encíclica.

Finalmente, o Papa defendeu ainda a existência de símbolos religiosos em prédios públicos, afirmando que eles são uma lembrança da transcendência do homem. Bento XVI dirá ainda que isso faz sentido especialmente no Brasil, país de tradição católica que tem como um de seus principais símbolos a estátua do Cristo Redentor.

Embora o discurso do Papa não faça referência a partidos ou candidatos, o texto condena práticas que chegaram a ser defendidas pelo governo federal brasileiro e por setores do PT. No ano passado, o governo Lula lançou o 3.º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) – que, em sua primeira versão, previa a descriminalização do aborto e a proibição da ostentação de símbolos religiosos em espaços públicos da União. Depois de uma forte polêmica, esses trechos do PNDH foram retirados do plano.

Confira a íntegra do discurso do Papa Bento XVI:

 

“Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões
cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.PAPA BENTO XVI

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out182010

Vídeos Imperdíveis (DILMA-PT-ABORTO)

http://naomatar.blogspot.com/2010/10/videos-imperdiveis.html

Vídeos imperdíveis

Dilma, em 4 de outubro de 2007, diz com todas as letras, em sabatina à Folha de São Paulo, que é favorável a descriminalização do aborto. Considera “absurdo” que o aborto não seja descriminalizado.

http://www.youtube.com/watch?v=TdjN9Lk67Io

O vídeo “Mãe do Brasil” expõe de forma sucinta e clara documentos que comprovam o envolvimento do Partido dos Trabalhadores, do presidente Lula e da candidata Dilma Rousseff com a promoção do aborto no Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=4cJZZzWysN4

Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo de Lorena (SP) e vice-presidente do Regional Sul 1, lê o “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”, advertindo os eleitores sobre o PT.

http://www.youtube.com/watch?v=Bkxxm1ALPLY

Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e presidente da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1, faz “denúncia gravíssima” contra o PT.

http://www.youtube.com/watch?v=47btXT4ses0

Dom Aldo Di Cillo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba, denuncia o Partido dos Trabalhadores (PT), aplaude o “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras” e afirma: “Não podemos ficar calados!”
http://www.youtube.com/watch?v=j2q2DI9RsUo

Corajosa pregação do Pe. José Augusto Suza Moreira, do dia 5 de outubro de 2010, na Canção Nova, alertando sobre o PT. Sua coragem tem-lhe custado caro.

http://www.youtube.com/watch?v=-9nVdpqMgTc

“O Brasil não é do PT” – Um alerta sobre o totalitarismo do PT, que pretende pintar de vermelho o Brasil verde-amarelo. Infelizmente o vídeo procurar poupar o presidente Lula. Apesar disso, ele apresenta de maneira contundente o que aguarda o povo brasileiro se Dilma for eleita.

http://www.youtube.com/watch?v=FJ7kFXeII44

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Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
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"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"
 

Vão dizer que é boato?

Alexandre Martins

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out012010

Em quem não votar no PARÁ

Amigos,

Separei a lista daqueles deputados federais e senadores que votaram contra a vida no estado do Pará estão os nomes negritados e em vermelho.

Segue também a lista completa no Brasil.

As leis são do aborto, da homofobia e outras.

LEI 1135/91

O PL 1135/91 teria sido arquivado se, dentro de 5 sessões ordinárias a partir de 01/08/2008 não fosse apresentado algum recurso. O prazo encerrou-se em 21/8/2008. Mas antes disso, em 13/08/2008, Genoíno apresentou ao presidente da Câmara o Recurso 0201/08, solicitando que o projeto abortista não fosse arquivado, mas que primeiro fosse apreciado pelo plenário da Câmara. Eis o teor do recurso:[4]

Senhor Presidente,

Conforme o disposto no artigo 58, §3° combinado com o artigo 144, do Regimento Interno, apresentamos o presente RECURSO, para que o Plenário da Câmara dos Deputados delibere sobre o Projeto de Lei n° 1.135, de 1991, que “suprime o artigo 124 do Código Penal Brasileiro”. (Liberação do aborto)

Sala das Sessões, em [13/08/2008]

Deputado JOSÉ GENOÍNO (PT/SP)

Para que o recurso fosse admitido, seria necessário que fosse assinado por pelo menos um décimo dos membros da Câmara, ou seja, por 52 deputados. No dia 14/8/2008, a Secretaria Geral da Câmara verificou que havia 66 assinaturas válidas, o suficiente para a admissão do recurso.[5] No dia 18/08/2008, a Mesa Diretora da Câmara emitiu o despacho: “Publique-se. Submeta-se ao Plenário. Proposição Sujeita à Apreciação do Plenário.” O Diário da Câmara publicou o despacho em 21/08/2008.[6] Eis a lista dos 66 deputados graças aos quais o pesadelo do aborto ainda não acabou na Câmara:

AC NILSON MOURÃO PT
AM VANESSA GRAZZIOTIN PCdoB
AP DALVA FIGUEIREDO PT
AP EVANDRO MILHOMEN PCdoB
AP JANETE CAPIBERIBE PSB
BA ALICE PORTUGAL PCdoB
BA DANIEL ALMEIDA PCdoB
BA NELSON PELLEGRINO PT
BA ROBERTO BRITTO PP
BA SEVERIANO ALVES PDT
BA ZEZÉU RIBEIRO PT
CE CHICO LOPES PCdoB
CE EUDES XAVIER PT
CE FLÁVIO BEZERRA PMDB
CE JOSÉ GUIMARÃES PT
DF MAGELA PT
ES IRINY LOPES PT
GO RUBENS OTONI PT
MA DOMINGOS DUTRA PT
MA SARNEY FILHO PV
MG EDMAR MOREIRA DEM
MG JÔ MORAES PCdoB
MG VIRGÍLIO GUIMARÃES PT
MS ANTÔNIO CARLOS BIFFI PT
MS NELSON TRAD PMDB
MT CARLOS ABICALIL PT
PA ASDRUBAL BENTES PMDB
PA BETO FARO PT
PA PAULO ROCHA PT
PA ZÉ GERALDO PT
PB WILSON SANTIAGO PMDB
PE ANA ARRAES PSB
PE FERNANDO FERRO PT
PE INOCÊNCIO OLIVEIRA PR
PE MAURÍCIO RANDS PT
PE PEDRO EUGÊNIO PT
PE RAUL JUNGMANN PPS
PE SILVIO COSTA PMN
PR ANGELO VANHONI PT
PR MAX ROSENMANN PMDB
RJ BRIZOLA NETO PDT
RJ CARLOS SANTANA PT
RJ CHICO ALENCAR PSOL
RJ EDMILSON VALENTIM PCdoB
RJ FERNANDO GABEIRA PV
RJ JORGE BITTAR PT
RN SANDRA ROSADO PSB
RO EDUARDO VALVERDE PT
RR FRANCISCO RODRIGUES DEM
RS DARCÍSIO PERONDI PMDB
RS LUCIANA GENRO PSOL
RS MARCO MATA PT
RS POMPEO DE MATTOS PDT
SP ARNALDO JARDIM PPS
SP CÂNDIDO VACCAREZZA PT
SP CLÁUDIO MAGRÃO PPS
SP DEVANIR RIBEIRO PT
SP DR. UBIALI PSB
SP IVAN VALENTE PSOL
SP JILMAR TATTO PT
SP JOSÉ GENOÍNO PT
SP JOSÉ MENTOR PT
SP PAULO PEREIRA DA SILVA PDT
SP PAULO TEIXEIRA PT
SP REGIS DE OLIVEIRA PSC
SP VICENTINHO PT

 

Eis a tabela da quantidade de assinaturas por partido.

PT 31 46,97%
PCdoB 7 10,61%
PMDB 6 9,09%
PDT 4 6,06%
PSB 4 6,06%
PPS 3 4,55%
PSOL 3 4,55%
DEM 2 3,03%
PV 2 3,03%
PMN 1 1,52%
PP 1 1,52%
PR 1 1,52%
PSC 1 1,52%
Total 66 100,00%

Como se vê, o partido do governo (PT) lidera de longe a causa abortista em nosso país. Em segundo lugar vem o PC do B, partido da antiga relatora Jandira Feghali. Convém que o eleitor guarde os dados das tabelas acima e os divulgue para as próximas eleições.

A guerra legislativa, portanto, ainda não está terminada, e é preciso estarmos atentos para manobras regimentais. Aguardemos o que decidirá o plenário da Câmara sobre a liberação do aborto no Brasil…  


Nota: Após a publicação do recurso, os deputados Dr. Ubiali  (PSB/SP), Francisco Rodrigues  (DEM/RR),  Carlos Abicalil (PT-MT),  Carlos Santana (PT-RJ) e Vicentinho (PT-SP) enviaram, inutilmente,  à  Mesa Diretora um pedido de  retirada de suas assinaturas.  A  Mesa indeferiu o pedido, uma vez que,  de acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados,”nos casos em que as assinaturas de uma proposição sejam necessárias ao seu trâmite, não poderão ser retiradas ou acrescentadas após a respectiva publicação ou, em se tratando de requerimento, depois de sua apresentação à Mesa” (art. 102, §4º).

A PEC do divórcio instantâneo (1º Turno) 

Finalmente em 15 de junho de 2005, foi apresentada pelo deputado federal Antônio Carlos Biscaia (PT/RJ) e outros a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.° 413/2005, pretendendo acabar com a figura da separação judicial e facilitando ao máximo o divórcio pela simples deliberação dos cônjuges. A proposta foi aprovada pela Câmara dando ao artigo 226, § 6º da Constituição a seguinte redação: “O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio”. Excluiu-se assim qualquer tempo de separação prévia para que um casal possa divorciar-se.

Ao chegar ao Senado, a proposta, agora chamada PEC 28/2009, foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), a qual aprovou o parecer favorável do relator senador Demóstenes Torres (DEM/GO) em 24/06/2009. Submetida ao plenário, a PEC do divórcio instantâneo foi aprovada em primeiro turno em 02/12/2009 por 54 votos SIM, 3 votos NÃO e 2 abstenções, totalizando 59 votos. Os outros 22 senadores estiveram ausentes.

Nome Partido UF Voto
Acir Gurgacz PDT RO SIM
Adelmir Santana DEM DF SIM
Almeida Lima PMDB SE SIM
Aloizio Mercadante PT SP SIM
Alvaro Dias PSDB PR AUSENTE
Antonio Carlos Júnior DEM BA SIM
Antonio Carlos Valadares PSB SE SIM
Arthur Virgílio PSDB AM SIM
Augusto Botelho PT RR ABSTENÇÃO
César Borges PR BA SIM
Cícero Lucena PSDB PB AUSENTE
Cristovam Buarque PDT DF SIM
Delcídio Amaral PT MS SIM
Demóstenes Torres DEM GO SIM
Eduardo Azeredo PSDB MG SIM
Eduardo Suplicy PT SP SIM
Efraim Morais DEM PB SIM
Eliseu Resende DEM MG SIM
Epitácio Cafeteira PTB MA AUSENTE
Fátima Cleide PT RO SIM
Fernando Collor PTB AL AUSENTE
Flávio Arns PSDB PR AUSENTE
Flexa Ribeiro PSDB PA SIM
Francisco Dornelles PP RJ SIM
Garibaldi Alves Filho PMDB RN SIM
Geraldo Mesquita Júnior PMDB AC AUSENTE
Gerson Camata PMDB ES NÃO
Gilberto Goellner DEM MT SIM
Gilvam Borges PMDB AP SIM
Gim Argello PTB DF ABSTENÇÃO
Heráclito Fortes DEM PI SIM
Ideli Salvatti PT SC SIM
Inácio Arruda PC DO B CE AUSENTE
Jarbas Vasconcelos PMDB PE SIM
Jefferson Praia PDT AM SIM
João Durval PDT BA SIM
João Pedro PT AM SIM
João Ribeiro PR TO AUSENTE
João Tenório PSDB AL SIM
João Vicente Claudino PTB PI SIM
José Agripino DEM RN SIM
José Nery PSOL PA SIM
José Sarney PMDB AP AUSENTE
Kátia Abreu DEM TO SIM
Lobão Filho PMDB MA AUSENTE
Lúcia Vânia PSDB GO SIM
Magno Malta PR ES NÃO
Mão Santa PSC PI SIM
Marcelo Crivella PRB RJ NÃO
Marco Maciel DEM PE AUSENTE
Marconi Perillo PSDB GO AUSENTE
Maria do Carmo Alves DEM SE SIM
Marina Silva PV AC SIM
Mário Couto PSDB PA SIM
Marisa Serrano PSDB MS AUSENTE
Mauro Fecury PMDB MA AUSENTE
Mozarildo Cavalcanti PTB RR SIM
Neuto De Conto PMDB SC SIM
Osmar Dias PDT PR SIM
Osvaldo Sobrinho PTB MT SIM
Papaléo Paes PSDB AP AUSENTE
Patrícia Saboya PDT CE AUSENTE
Paulo Duque PMDB RJ SIM
Paulo Paim PT RS AUSENTE
Pedro Simon PMDB RS AUSENTE
Raimundo Colombo DEM SC SIM
Renan Calheiros PMDB AL SIM
Renato Casagrande PSB ES SIM
Roberto Cavalcanti PRB PB AUSENTE
Romero Jucá PMDB RR SIM
Romeu Tuma PTB SP AUSENTE
Rosalba Ciarlini DEM RN SIM
Sadi Cassol PT TO AUSENTE
Sérgio Guerra PSDB PE AUSENTE
Sérgio Zambiasi PTB RS SIM
Serys Slhessarenko PT MT SIM
Tasso Jereissati PSDB CE SIM
Tião Viana PT AC SIM
Valdir Raupp PMDB RO SIM
Valter Pereira PMDB MS SIM
Wellington Salgado de Oliveira PMDB MG SIM

 

Vale lembrar que essa PEC foi proposta por sugestão do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), considerando-a “uma revolução paradigmática no Direito de Família”[1]. O IBDFAM também defende o “casamento” de pessoas do mesmo sexo.

A PEC do divórcio instantâneo (2º Turno)

Infelizmente no dia 7 de julho de 2010, foi aprovada em segundo turno pelo plenário do Senado Federal a Proposta de Emenda Constitucional 28/2009 que “dá nova redação ao § 6º do art. 226 da Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio, suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada separação de fato por mais de 2 (dois) anos”. Embora seja conhecida como PEC do divórcio instantâneo, essa proposta não “cria” a figura do divórcio imediato no Brasil. O que ela faz é retirar da Constituição o obstáculo para que o legislador ordinário, se quiser, modifique o Código Civil a fim de criar esse divórcio.

A PEC 28/2009, agora promulgada e transformada em emenda (Emenda n.º 66 de 13 de julho de 2010), foi aprovada em segundo turno por 49 votos SIM, 4 votos NÃO e 3 abstenções. Ao todo votaram 56 senadores.

É digno de nota o voto maciço dos senadores a essa emenda que abriu caminho no Brasil para uma tragédia pela qual está passando a Espanha, depois de ter promulgado em 2005 a lei do “divórcio express”. Naquele país, o Instituto Nacional de Estatística registrou em 2006 um aumento de 330% de divórcios entre casais casados a menos de um ano[1].

Especialmente lamentável foi a conduta do relator Senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que não se curvou mesmo diante de numerosos protestos vindos do eleitorado.

Eis a relação nominal dos votos[2].

Nome Partido UF Voto
Acir Gurgacz PDT RO SIM
Adelmir Santana DEM DF Ausente
Alfredo Nascimento PR AM SIM
Almeida Lima PMDB SE Presente, mas não registrou voto
Aloizio Mercadante PT SP Ausente
Alvaro Dias PSDB PR SIM
Antonio Carlos Júnior DEM BA SIM
Antonio Carlos Valadares PSB SE NÃO
Arthur Virgílio PSDB AM SIM
Augusto Botelho PT RR Ausente (Licença Saúde)
César Borges PR BA SIM
Cícero Lucena PSDB PB SIM
Cristovam Buarque PDT DF Presente, mas não registrou voto
Delcídio Amaral PT MS ABSTENÇÃO
Demóstenes Torres DEM GO SIM
Edison Lobão PMDB MA Presente, mas não registrou voto
Eduardo Azeredo PSDB MG ABSTENÇÃO
Eduardo Suplicy PT SP SIM
Efraim Morais DEM PB SIM
Eliseu Resende DEM MG SIM
Epitácio Cafeteira PTB MA Presente, mas não registrou voto
Fátima Cleide PT RO SIM
Fernando Collor PTB AL SIM
Flávio Arns PSDB PR Presente, mas não registrou voto
Flexa Ribeiro PSDB PA SIM
Francisco Dornelles PP RJ SIM
Garibaldi Alves Filho PMDB RN SIM
Geraldo Mesquita Júnior PMDB AC SIM
Gerson Camata PMDB ES Ausente
Gilvam Borges PMDB AP Ausente
Gim Argello PTB DF Presente, mas não registrou voto
Hélio Costa PMDB MG SIM
Heráclito Fortes DEM PI SIM
Ideli Salvatti PT SC SIM
Inácio Arruda PC DO B CE SIM
Jarbas Vasconcelos PMDB PE SIM
Jayme Campos DEM MT SIM
Jefferson Praia PDT AM SIM
João Durval PDT BA SIM
João Ribeiro PR TO Presente, mas não registrou voto
João Tenório PSDB AL Presente, mas não registrou voto
João Vicente Claudino PTB PI Ausente
Jorge Yanai DEM MT SIM
José Agripino DEM RN Presente, mas não registrou voto
José Nery PSOL PA SIM
José Sarney PMDB AP SIM
Kátia Abreu DEM TO SIM
Leomar Quintanilha PMDB TO Presente, mas não registrou voto
Lúcia Vânia PSDB GO SIM
Magno Malta PR ES NÃO
Mão Santa PSC PI Não votou, por ser presidente
Marcelo Crivella PRB RJ NÃO
Marco Maciel DEM PE NÃO
Marconi Perillo PSDB GO SIM
Maria do Carmo Alves DEM SE Presente, mas não registrou voto
Marina Silva PV AC Ausente (candidata a presidente)
Mário Couto PSDB PA Ausente
Marisa Serrano PSDB MS SIM
Mauro Fecury PMDB MA Ausente
Mozarildo Cavalcanti PTB RR SIM
Neuto De Conto PMDB SC SIM
Osmar Dias PDT PR Ausente
Papaléo Paes PSDB AP Ausente
Patrícia Saboya PDT CE Ausente
Paulo Duque PMDB RJ SIM
Paulo Paim PT RS SIM
Pedro Simon PMDB RS Presente, mas não registrou voto
Raimundo Colombo DEM SC SIM
Renan Calheiros PMDB AL SIM
Renato Casagrande PSB ES SIM
Roberto Cavalcanti PRB PB SIM
Romero Jucá PMDB RR SIM
Romeu Tuma PTB SP SIM
Rosalba Ciarlini DEM RN SIM
Sérgio Guerra PSDB PE SIM
Sérgio Zambiasi PTB RS SIM
Serys Slhessarenko PT MT SIM
Tasso Jereissati PSDB CE SIM
Tião Viana PT AC ABSTENÇÃO
Valdir Raupp PMDB RO SIM
Valter Pereira PMDB MS SIM

Eleições 2010 – PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – Candidatos(as) Aliados(as) da causa LGBT

 fonte: http://www.abglt.org.br/port/eleicoes2010_pres_candidatos.php

Nome
Partido
Contato
Eleito
Votos
Plínio Arruda Sampaio
PSOL
50
twitter.com/pliniodearruda 
 
 
Zé Maria
PSTU
16

Eleições 2010 – SENADO FEDERAL – Candidatos(as) LGBT e Aliados(as) da causa

 

UF
Nome
Partido
Contato
Eleito
Votos
BA
Albione Souza
PSTU
160
 
 
 
BA
Lídice da Mata
PSB
400
 
 
 
BA
Luiz Carlos França
PSOL
500
http://francapsol.blogsop.com
 
 
CE
Raquel Dias
PSTU
161
 
 
 
CE
Reginaldo Ferreira
PSTU
162
 
 
 
DF
Moacir Bueno
PV
433
 
 
 
GO
Bernardo Bispo
PCB
210
 
 
 
GO
Elias Vaz
PSOL
500
 
 
 
GO
Pedro Wilson
PT
131
 
 
 
MG
Zito
PCdoB
650
 
 
 
PA
Paulo Braga
PSTU
161
 
 
 
PA
Abel Ribeiro
PSTU
160
 
 
 
PR
Roberto Requião
PMDB
151
 
 
 
RO
Fátima Cleide
PT
133
 
 
RJ
Heitor Fernandes
PSTU
161
heitor-senador-161.blogspot.com
 
 

Eleições 2010 – CÂMARA DOS DEPUTADOS – Candidatos(as) LGBT e Aliados(as) da causa

UF Nome Partido LGBT/Aliado(a) Contato Eleito Votos
AL Paulão PT 1313 Aliado      
BA Cesar Oliveira Carneiro PSOL 5010 Aliado      
BA Danilo Oliveira Marques PSTU 1616 Aliado      
BA ED Brasil PPS 2323 Aliado      
BA Emiliano José PT 1331 Aliado emiljose@uol.com.br    
BA Nelson Pelegrino PT 1346 Aliado      
CE Artur Bruno PT 1313 Aliado www.arturbruno.com.br    
CE Eudes Xavier PT 1312 Aliado      
CE Renato Roseno PSOL 5050 Aliado www.renatoroseno5050.com.br    
DF Erika Kokay PT 1331 Aliada erika@erikakokay1331.com.br    
DF Louise Verde PV 4310 Aliada      
DF Lucio Gois PHS 3131 Aliado      
DF Wanderley MD PV 4334 Aliado      
GO Marina Sant’Anna PT 1314 Aliada marina@marinasantanna.com.br    
GO Paulo Vinicius Maskote PCB 2121 Aliado      
MA Eloy Natan Silveira Nascimento PSTU 1616 Aliado      
MG Adenor Luiz Simões Coelho PSB 4045 Aliado      
MG Gabriel Guimarães PT 1311 Aliado      
MG Giba PSTU 1616 Aliado      
MG Nilmário Miranda PT 1331 Aliado      
MG Osmar Rezende PV 4324 G http://osmarbhz.blogspot.com/    
MG Sander Simaglio PV 4363 G      
MG Wadson Ribeiro PCdoB 6510 Aliado      
MS Cris Duarte PPS 2323 Aliada      
MT Serys Slhessarenko PT 1322 Aliada www.serys.com.br    
PA Prof. Mário PT 1350 Aliado      
PB Carlisson Oliveira PSTU 1616 Aliado carlissonoliveira@gmail.com    
PB João Vieira PT 1380 Aliado      
PB Luiz Couto PT 1345 Aliado      
PB Socorro Pimentel PT 1353 Aliada      
PE Baiardo de Andrade Lima PMBD 1524 Aliado www.baiardo.com.br      
PE Mauricio Rands PT 1310 Aliado      
PI Daniel Vasconcelos Solon PSTU 1616 Aliado      
PR Dr. Rosinha PT 1313 Aliado www.doutorrosinha1313.com.br     
PR Gustavo PSK 1750 Aliado      
PR Mariane de Siqueira PSTU 1616 Aliado      
PR Reiner PV 4301 Aliado      
RJ Claudio Rocha do Livre PCdoB 6566 G www.claudiolivre.com.br    
RJ Gabriela Leite PV 4301 Aliada gabrielaleite2010@gmail.com  www.gabrielaleite.com.br    
RJ Jean Wyllys PSOL 5005 G      
RJ Patrícia Vale PSTU 1601 Aliada      
RJ Renato Cinco PSOL 5055 Aliado renatocinco5055@renatocinco.com.br    
RJ Sergio Camargo PV 4324 G www.deputadosergiocamargo.com    
RJ Taffarel PT 1399 Aliado www.taffarel1399.com.br     
RJ Vladimir Palmeira PT 1355 Aliado www.vladimir1355.com.br    
RS Daniel Farias PMDB 1516 Aliado      
RS Emília Fernandes PT 1311 Aliada emiliafernandes@brturbo.com.br    
RS Fabiano Pereira PT 1321 Aliado      
RS Jorjão PSOL 5051 Aliado      
RS Maicon Nachtigall PSOL 5010 G      
RS Manuela D’Ávila PCdoB 6565 Aliada www.manuela6565.com.br    
RS Maria do Rosário PT 1370 Aliada      
RS Paulo Pimenta PT 1307 Aliado      
RS Prof. Carin PCdoB 6575 Aliado      
RS Professor Manoel PSTU 1616 Aliado      
RS Roberto Seitenfus PSOL 5070 G roberto.desobedeca@gmail.com    
RS Silvia Regina Souza Vieira PSOL 5020 Aliada      
RS Suzana Ambros Pereira PT 1344 Aliada      
RS Winnie Bueno PSOL 5099 Aliada      
SC João Sol PSTU 1616 Aliado      
SC Leonel Camasão PSOL 5050 B http://blogdocamasao.blogspot.com    
SE Iran Barbosa PT 1390 Aliado dep.iranbarbosa@camara.gov.br    
SP Alexandre de Almeida Youssef PV 4340 Aliado www.ale.org.br    
SP Amaury Camargo Monaco PV 4390 Aliado www.amauryonline.com.br    
SP Ari Barcellos PSC 2014 Aliado www.aribarcellos.com.br    
SP Capitão Crivelari PP 1190 Aliado      
SP Edson Aparecido PSBD 4545 Aliado      
SP Edson Sardano PPS 2324 Aliado      
SP Helton Bastos PSOL 5070 Aliado Heltonbastos50@gmail.com    
SP Iara Bernardi PT 1310 Aliada www.iarabernardi1310.com.br    
SP Ivan Valente PSOL 5050 Aliado      
SP José Anibal PSBD 4586 Aliado      
SP José Genoino PT 1313 Aliado      
SP Mara Gabrilli PSDB 4517 Aliada www.maragabrilli.com.br    
SP Márcia Lima PSB 4001 T www.marcialima.net    
SP Mateus Novaes PSOL 5095 Aliado www.mateusnovaes.com    
SP Maurício Costa PSOL 5013 Aliado      
SP Mendes Thame PSDB 4577 Aliado      
SP Paulo Teixeira PT 1398 Aliado      
SP Renato Simões PT 1366 Aliado ptrenatosimoes@terra.com.br    
SP Ricardo Montoro PSDB 4546 Aliado www.montoro.org.br    
SP Roberto Freire PPS 2323 Aliado      
SP Sargento Fernando Alcântara PSB 4010 G www.sargentofernando.com.br    
SP Saulo Rodrigues PSOL 5006 Aliado saulo5006@gmail.comhttp://psolsp.org.br/bauru    
SP Silvia Ferraro PSTU 1603 Aliada      
SP Silvio Torres PSDB 4540 Aliado      
SP Vicente Candido PT 1301 Aliado      
SP Walter Feldman PSDB 4570 Aliado      
SP Walter Ihoshi DEM 2599 Aliado      

 

Façam bom proveito da lista.

N.Sra. de Nazaré, rogai por nós.

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set302010

Orientação eleitoral

Segue mais um excelente post do Padre Lodi.

Se quiser aqueles que votaram contra a vida, basta clicar nos links informados abaixo.

___________________________________________

http://naomatar.blogspot.com

Orientação eleitoral

Nestes últimos dias que antecedem as eleições, pululam perguntas de pessoas sobre em quem votar.
Peço perdão por não encontrar tempo para fazer um estudo detalhado de cada candidato.
Não esqueçamos que nosso combate é sobretudo espiritual, ou seja, “contra os espíritos malignos que povoam os ares” (Ef 6, 12). Recorramos aos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael, cuja festa celebramos hoje. Recorramos Maria, Rainha dos Anjos, nesta batalha. Lembremos que nossa vitória depende fundamentalmente da oração perseverante e confiante.

De qualquer forma, embora de maneira incompleta, desejo deixar aqui algumas pistas.
1. A primeira delas é excluir todos os candidatos cujo partido é comprometido com o aborto. Excluem-se assim todos os candidatos do PT e do PV, além de outros partidos: PPS, PCdoB, PCO, PSOL.
2. Feita essa primeira triagem, deve-se pesquisar como foi o passado do candidato. Vejamos por exemplo:
a) como ele votou em 07/05/2008 o PL 1135/91 (liberação do aborto) na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. Lá o projeto foi derrotado por 33 votos contra zero.
b) se ele assinou o Recurso 0201/08, solicitando que o PL 1135/91, já derrotado em duas Comissões, não fosse imediatamente arquivado, mas tivesse ainda que passar pelo plenário da Câmara. Foram 66 as assinaturas que lamentavelmente impediram o fim do pesadelo abortista.
c) se ele está entre os que assinaram uma proposta de emenda à Constituição que permitiria dar ao presidente Lula um terceiro mandato. Graças a Deus, a PEC não foi apreciada por insuficiência de assinaturas. Mas foram 166 os que a assinaram.
d) se ele votou a favor da PEC do divórcio instantâneo (PEC 28/2009) em primeiro ou em segundo turno no Senado. Lamentável foi a atuação de Demóstenes Torres (DEM/GO), relator da proposta, que não se curvou diante do apelo insistente dos eleitores em defesa da família.
e) se ele votou a favor do PLC 122/2006 (glorificação do homossexualismo e instauração da perseguição religiosa) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
f) se ele votou contra o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.
g) se ele está entre os candidatos oficialmente comprometidos com a promoção do homossexualismo, (clique em “Eleições 2010″).
3. Somente depois de examinado o passado, tem algum valor examinar os compromissos com o futuro. Não adianta, por exemplo, a um candidato petista (que, por ser candidato petista, está comprometido com o aborto) assinar um termo de compromisso “em defesa da vida”.
4. Há alguns candidatos que tem um passado marcado por ativa e frutuosa militância pró-vida. É nosso dever fazer de tudo para que sejam eleitos ou reeleitos:
Para Senador:
RJ – Carlos Dias -PT do B
MG – Miguel Martini – PHS

Para Deputado Federal:
DF – Paulo Fernando – PTB
SP – Professor Hermes – PHS

5. Na falta de um candidato satisfatório, não convém anular o voto. Se votarmos naquele que causa menor dano, poderemos evitar que uma dano maior seja causado. Lembremos as palavras de Dom Manoel Pestana relativas a escolher entre um “incêndio limitado” e uma “catástrofe incontrolável”.

Desculpem-me se não soube responder a todas as dúvidas.
Vamos continuar perseverantes no Terço da Misericórdia e em um Rosário completo a cada dia.

Doce Coração de Maria, sede a nossa salvação!

--
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
Telefax: 55+62+3321-0900
Caixa Postal 456
75024-970 Anápolis GO
http://www.providaanapolis.org.br
"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto"
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